sexta-feira, 8 de julho de 2011

PASSEIO DE PROFESSORES

À Vila de Amarante (cidade a partir de 8 de Julho de 1985), no dia 17 de Junho de 1964.


Corpo Docente da Escola Industrial de Penafiel no ano de 1964

UM INQUÉRITO RELÂMPAGO

ÀS FORÇAS VIVAS DA CIDADE
ESCOLA INDUSTRIAL
Uma chamada para a nossa Escola Industrial e logo nos pusemos em contacto com o seu ilustre Director, Senhor Doutor Aurélio Tavares.
Disparamos a pergunta à qual Sua Excelência respondeu:
- Pelo menos o começo da construção de um novo edifício, que aliás está previsto, para a Escola Industrial de Penafiel, visto as actuais instalações serem deficientes.
-E já que estávamos a falar com a Escola Industrial, quisemos ouvir também a opinião da Ex.ma Sr.ª D. Olga Baptista de Sousa, funcionária da Secretaria:
- Os meus desejos eram que se construísse um novo edifício para que tivéssemos melhores condições de trabalho.
In jornal “Notícias de Penafiel de 3 de Janeiro de 1964

MATRÍCULAS


In jornal "O Tempo" de 26 de Julho de 1964

SERVIÇO DE EXAMES - 1964


In jornal "O Tempo" de 14 de Junho de 1964

Visita do Senhor Ministro das Obras Públicas

À ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL

Quando da última visita do Senhor Ministro das Obras Públicas à Escola de Ensino Técnico de Penafiel, admiramos a forma como sua Ex.ª encarou todas as questões apresentadas pelo nosso Presidente de Câmara, e a transformação por que passou quando se viu rodeado por mais de quinhentos alunos da actual frequência.
Não há nada que mais convença que a realidade dos factos; e ainda mais, quando informaram sua Excelência o número provável dos 750 alunos que em Outubro a Escola Técnica tem de dar acolhimento.
Para mim o que esta recepção teve de mais belo e digno foi o esforço que o nosso digníssimo Presidente da Câmara teve em fazer reviver ao ilustre visitante, o mesmo amor e interesse que envolveu os penafidelenses quando se viram com esta primeira Escola secundária e oficial que muito veio beneficiar a região entre Douro e Minho.
A moldar as comodidades da Escola à sua frequência e ao seu crescente movimento, é um dever obrigatório e humano.
Penafiel já há muito que suspira por um Liceu a que a sua categoria de cidade lhe dá o maior direito. A testemunhar este facto ninguém como a frequência da sua Escola Técnica o pode fazer e conseguir.
Um penafidelense
In jornal “O Penafidelense” de 7 de Julho de 1964

quarta-feira, 6 de julho de 2011

GRUPO EXCURSIONISTA

A Dr.ª Madalena espreita na janela do lugar do motorista.Em baixo vê-se o Escultor Júlio Giraldes, o sr. Américo (contínuo) entre os alunos que estão fora da camioneta.
Foto cedida pelo amigo José Emílio Martins Coelho

EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS

ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL
6 DE JULHO DE 1963
EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS EXECUTADOS PELOS ALUNOS

De entre eles salientamos os seguintes: planta turística da cidade e concelho; um busto de Egas Moniz; maquete do Sameiro e vários mosaicos; trabalhos de sabor regional; diversos trabalhos manuais (masculinos e femininos).
In “O Tempo” de 14 de Julho de 1963


A EXPOSIÇÂO DE TRABALHOS na ESCOLA INDUSTRIAL

A Escola Industrial esteve em festa no passado dia 6, e continua até ao dia 30 do corrente.
Foi inaugurada a exposição de trabalhos dos alunos daquele estabelecimento de ensino, realizados no presente ano lectivo.

Presentes, todo o corpo docente, representado pelo Director da Escola Dr. Aurélio Tavares, Presidente da Câmara Municipal sr. Coronel Cipriano Alfredo Fontes, Comandante do R.A.L.5, Director Clínico do Hospital sr. Dr. Joaquim da Rocha Reis, Francisco Brandão Rodrigues dos Santos, Dr. Manuel da Costa Guimarães, Dr. Fernando Cochofel Teixeira Dias, distinto advogado nesta cidade, a Mesa da Santa Casa da Misericórdia representada pelos sr.s Manuel A. Afonso, João Carvalho Moreira e José Mendes Magalhães, Dr. João de Oliveira Dias, Veterinário Municipal, Dr. Ângelo Pimentel, Director da Biblioteca Museu, Pároco de Luzim, Padre Albano Ferreira de Almeida, Pároco de Penafiel, Delegado Escolar Prof. José da Rocha Nunes e seu adjunto Prof. Luís Rodrigues, Prof. Joaquim José Mendes, da Mocidade Portuguesa, representantes da imprensa, etc.

O elemento feminino, estava representado por inúmeras senhoras das mais distintas famílias desta Cidade.
O Senhor Presidente da Câmara cortou a fita simbólica da entrada da Exposição e todos os presentes ficaram deveras maravilhadas com os inúmeros trabalhos que lhes foram patenteados.

No momento oportuno, o Sr. Director da Escola Dr. Aurélio Tavares, proferiu o discurso que não resistimos à tentação de transcrever na íntegra:

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara,
Ex.mas autoridades e demais convidados:

Em plena época de exames, quando aos escolares se pedem contas do respectivo aproveitamento, julga-se a Escola no dever de as prestar também. Compete-lhe apresentar provas concretas do que durante um ano lectivo se fez em suas aulas e oficinas, para que a cidade e a região circunvizinha, que tanto desejaram e pediram o nosso estabelecimento do ensino, e presentemente o acarinham, lhe possam avaliar a eficiência da acção educativa. Submete-se portanto a Escola Industrial de Penafiel a um autêntico exame, solicita primeiro das Ex.mas Autoridades aqui presentes, e mais tarde de Toda a população, o julgamento rigoroso dos seus métodos e actividades, através dos resultados conseguidos. Para tanto, tratou de reunir nesta sala parte da sua obra paciente de cerca de dez meses. Eis aqui pois, humildemente concretizado em vários materiais, que mãos adolescentes aperfeiçoaram, muito do labor discente, a que nunca faltou no entanto orientação docente, discreta e vigilante.

Há uma intenção em tudo isto, qual seja a de traduzir em realizações mais ou menos belas o impulso, inspirado e condicionado pela experiência pedagógica, Com que à Escola cabe resolver as virtualidades juvenis dos educandos, por forma que a natureza se revele e desenvolva em plenitude moral e cívica, em beleza, em consciência intelectual, em destreza técnica. Possam no futuro isentar-nos de culpa as severas contas que vierem a ser-nos tomadas pelas famílias e pela Pátria, e ainda pelos mesmos que das nossas mãos saírem para a vida, de quanto fizermos, ou poderíamos ter feito, se na verdade o não fizermos cabalmente, nesta nossa missão de transformar para o bem as almas virgens que nos são confiadas, em depósito sagrado, a fim de lhes darmos o rumo certo, em busca da honra e da felicidade, tanto pessoal como geral. Tremenda responsabilidade imposta aos encarregados docente desta Casa, que porventura a não rejeitam, antes se lhe entregam totalmente, na confiança da assistência divina, na pureza dos seus propósitos!

Ex.mos Senhores! Bem modesta realização se me afiguram as peças aqui patenteadas, sobretudo se as estimarmos sob o aspecto quantitativo. Mas não nos moveu tanto a intenção de acumular, como a de mostrar o nível que se atingiu. Quanto a este, se a progressão obtida no domínio qualitativo satisfaz os Programas, não responde todavia aos nossos próprios brios nem anseios. E isto porque o ano lectivo se iniciou, e até se foi um tanto perigosamente adiantando, sem que nos houvessem completado o equipamento oficinal. Quanto aqui se vê, representa realmente o esforço dos dois últimos períodos escolares, decorrentes em ritmo inspirado num intenso desejo de recuperação, já que o primeiro período se perdera.

Evidenciada esta limitação a que nos forçaram circunstâncias alheias à própria vontade e aos meios de actuação postos ao nosso alcance, resta-nos submeter-nos ao julgamento criterioso de V. Ex.as, no desejo veemente de nos renovarmos sempre, superando-nos cada vez mais no desempenho da função educativa.

Antes, porém, cabe-me a honra de dirigir aos nossos ilustres convidados deste momento os agradecimentos da Escola e os meus próprios, pela amável visita que nos é feita e ainda pela compreensão, pela simpatia que nos está sendo dispensada.

Seja-me lícito individualizar, na manifestação deste agradecimento comovido, o Ex.mo e notável Presidente da nossa Câmara Municipal, suprema autoridade concelhia, pelo calor da sua dedicação a esta Escola, que tanto e tanto deve já a S. Ex.ª, pelo inestimável auxílio que lhe tem prestado e sobretudo por quanto sei da sua forte vontade de continuar a ajudar-nos.

À Santa Casa da Misericórdia, mormente ao seu insigne Provedor, são devidos também os agradecimentos mais calorosos, não só pelo que a mesma Santa Casa cedeu à Escola mas ainda pelo muito que da acção de S. Ex.ª se espera no futuro.

Embora qualquer referência aos obreiros infatigáveis deste pequenino museu fosse susceptível de assumir, ante olhos forasteiros, certa aparência de auto-elogio, uma vez que os trabalhadores desta “forja de almas” formam um só corpo, de que por ventura minha sou parte integrante, direi contudo na presença tão distinta da V. Ex.as que todos, todos – discentes e docentes – cumpriram mais que honrada, abnegadamente o seu dever. E isto deve bastar, para consolação moral do grupo. Destacar, por exemplo, dada a sua excepcional competência e magnífica dedicação, o incansável Mestre Cravo e Silva ou a senhora Mestra D. Maria Helena Dinis, ou o senhor Prof. Escultor Negrão seria como que ferir uma compreensível modéstia, - e o desejo de acção silenciosa deve ser respeitado.

Ex.mos Senhores:
Consinta a generosidade do espírito que até este ermo guiou os passos de V. Ex.as, que a vista, projectando-se para além da imperfeição dos trabalhos expostos, apenas revele às consciências a imagem da candura das almas que os conceberam, da ingenuidade das mãos que os realizaram!

Que todos os Penafidelenses, pais e educadores, não deixem passar esta oportunidade, de verem e acreditarem, no valor da Escola Industrial de Penafiel e verificarem com os seus próprios olhos que naquela Escola se trabalha para a formação consciente das massas juvenis que serão os futuros homens de amanhã.
Gratos pelo convite que nos foi endereçado.

In “ Notícias de Penafiel” de 12 de Julho de 1963.

RESULTADOS DOS EXAMES

ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL
RESULTADOS DOS EXAMES NO ANO DE 1963


In jornal “O Penafidelense” de 20 de Agosto de 1963

SERVIÇO DE EXAMES - 1963


Mestre José Luís, em plena vigilância em Exame de Admissão.
Foto tirada em 15 de Julho de 1963 



In jornal "Notícias de Penafiel" de 11 de Junho de 1963

PENAFIEL, VESTIDA DE BRANCO



Sábado, 2 de Fevereiro de 1963, Mestre José Luís rodeado de alunos, constrói um boneco de neve, num dos recreios da Escola Industrial de Penafiel
  
Neve
                                          Mui doce
                                          Docemente
                                          A neve sobre os caminhos …

                                          Em redor tudo é brancura
                                          E como sabe bem
                                          Pousar o olhar nessa frescura!

                                          E a sua pureza
                                          Imaculada
                                          Tão amada
                                          Faz-nos cismar …

                                          E recordar …
                                          A beleza da flor,
                                          O sorriso da criança
                                          E a Mãe no seu Amor …

                                          Que assim seja a nossa vida!

                                          Pura,
                                          Imaculada,
                                          Sem sulcos, nem sombras,
                                          Cheia de Paz!
                                          Daquela paz e transparência
                                          Que a neve nos convida a aceitar!

José Luís

In jornal "Notícias de Penafiel" de 8 de Fevereiro de 1963

PARADA DAS ACTIVIDADES CONCELHIAS

A ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL
NA FESTA DO CORPO DE DEUS
EM PENAFIEL NO ANO DE 1963



Integrado nas Festas do Corpo de Deus do ano de 1963, que decorreram nos dias 12 e 13 do mês de Junho.
A Escola Industrial de Penafiel integrou na quarta-feira, 12 de Junho a Parada das Actividades Concelhias.
No início do cortejo gigantones e zés-pereiras de Carrazedo de Ansiães, seguido do Baile dos Ferreiros, dos Pretos e dos Pedreiros.
O primeiro carro a abrir a Parada das Actividades Concelhias era o que representava a cidade com símbolos de expressivo significado, de seguida o carro da Santa Casa da Misericórdia, o terceiro alusivo à Sagrada Família, o quarto representava a Casa do Gaiato, o quinto era o carro do Grupo Cénico Penafidelense e o sexto a desfilar era o carro da Escola Industrial de Penafiel, fechando esta grandiosa e brilhantíssima “Parada”, o carro da freguesia de Paço de Sousa alusivo às actividades agrícolas, onde não faltava o arado puxado por uma junta de bois… e da Quinta da Tulha com as nossas flores, os nossos frutos e as nossas tocatas.
O jornal “Noticias de Penafiel” de 21 de Junho de 1963, tece a seguinte consideração ao carro da Escola Industrial de Penafiel:
«Sim senhor: belo carro, quer pela concepção quer pela realização! Motivo dominante: o Infante (na pessoa do estudante, António Ruão), sentado num grande penedo e de olhos postos no mar: uma caravela e ao leme, António Gomes – de indumentária a rigor para a missão em que se empenhava com garbo e orgulho de marinheiro português!...» 
 Depois de duas horas e trinta minutos de desfile, o júri atribuiu após demorada escolha,
 o 1º prémio da Comissão da Cultura, ao carro que representava a Escola Industrial de Penafiel como sendo o carro mais artístico do desfile.


In jornal "Notícias de Penafiel" de 21 de Junho 63

PASSEIO DA ESCOLA EM 1963

A MURÇA E A BRAGANÇA

Sargento Lima, Dr. Rothes, Dr.ª Madalena, Dr.ª Helena, Prof.Cravo, Prof. José Luís e Prof. Arnaldo Leite,
juntos à Porca de Murça . 

OS PAVILHÕES

ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL
OS PAVILHÕES

1963 – Montagem dos 4 Pavilhões
A Escola representa um progressivo melhoramento para Penafiel (cidade e vizinhanças) e contribui para elevar, material, cultural e socialmente, o nível de vida populacional, e assim é merecedora de cuidados e carinhos especiais, não podendo deixar tal obra de ser particularmente compreendida e amparada.
De momento, e de acordo com a Direcção Geral do Ensino Técnico Profissional (Ministério da Educação Nacional) e por causa dos cursos nocturnos, a deverem começar a funcionar em Outubro próximo, aquela Direcção instalará 4 Pavilhões e a Câmara terá de fornecer uma forja e uma oficina de electricidade, coisas estas, que deverão ficar separadas.
In jornal “O Penafidelense” de 23 de Julho de 1963

Câmara Municipal de Penafiel
1964 – Montagem de um pavilhão duplo
Sobre a presidência do Ex.mo Coronel Cipriano Alfredo Fontes, Presidente do Município, reuniu ordinariamente a Câmara Municipal de Penafiel no dia 11 do corrente que, entre o demais deliberou o seguinte:
Autorizar a conclusão da parte superior de um vão aberto sobre o terraço, na Escola Industrial, a quando da construção da forja, cuja despesa deve orçar em 1.800$00.
Autorizar a montagem na Escola Industrial desta cidade do pavilhão duplo existente na Escola Industrial e Comercial de Pombal, cuja despesa a suportar é de 15.000$00.
In “O Penafidelense” de 29 de Setembro de 1964

ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL
Tinha de ser

A primeira escola secundária oficial estabelecida nesta região, mostrou bem que apesar das suas precárias instalações conseguiu nestes três anos da sua inauguração 600 alunos o que dá por ano uma média de 200 crianças no aumento da sua frequência.
As seis salas móveis já instaladas para servir na nova época, vem tirar uma das maiores dificuldades neste ano lectivo e dar esperança no aumento futuro da Escola Técnica de Penafiel.
In “O Penafidelense” de 13 de Outubro de 1964

CURSO DE APERFEIÇOAMENTO ELECTROMECÂNICO - 1963

ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL


In “O Penafidelense” de 19 de Março de 1963

FESTA DOS REIS

NA ESCOLA INDUSTRIAL DE PENAFIEL
12 DE JANEIRO DE 1963



Teve lugar no passado sábado, na Escola Industrial desta cidade, a anunciada “Festa de Reis”.
A sala do Mestre Cravo tornou-se pequena para albergar a inúmera assistência que ali acorreu: eram convidados de honra, os pais e mais familiares dos alunos, e muitas pessoas que num misto de curiosidade e interesse ali acorreram para assistir à primeira festa levada a efeito pelos alunos daquela Escola.
O Senhor Doutor Aurélio Tavares, Director da Escola, abriu a sessão com um bem delineado discurso, sobre o valor destas iniciativas, porque assim, se faria mais directamente o contacto entre a Escola e a Família, pelo que estes encontros se tornam cada vez mais necessários pois facilitam a missão dos educadores e educandos.
Agradeceu às autoridades ali representadas dizendo a certa altura: «… Não deve alhear-se a Escola das suas relações colaborantes e corteses com a Autoridade, quer eclesiástica, quer civil, quer militar, já convidando-a e honrando-a, como agora, em momentos festivos e solenes, já fazendo-se representar em todas as cerimónias públicas, já suscitando das entidades oficiais o interesse e o auxílio de que carece …»
A festa propriamente dita, abriu com um grupo de alunas vestidas com trajes regionais e cantando o Hino de Penafiel; Cantares, declamações, comédias, os Palhaços, os 4 jograis, Humor disperso, etc. foram representados por alunas e alunos da Escola a contento de todos. O pequeno Jacinto, declamou diversos números e por último pede para a assistência se levantar para declamar o número mais importante da sua actuação e todos, de pé, e com a máxima atenção, ouvimos da sua boquita o número que se resumiu em três algarismos: 412 e retirou-se.
O mais pequeno de todos, foi o que mais brincou, com os grandes que ali estavam presentes.
E com o Hino Nacional entoado por todos os alunos, terminou esta festa, na Escola Industrial, sem dúvida e a todos os títulos interessante.
Aos seus promotores, Escultor Negrão, Mestre Cravo, Zé Luís e outros, os nossos parabéns.

In jornal "Notícias de Penafiel" de 18 de Janeiro de 1963

segunda-feira, 4 de julho de 2011

LOCALIZAÇÃO DA NOVA ESCOLA


A LOTAÇÃO DA ESCOLA
O êxito alcançado pela Escola Industrial no que respeita a frequência de alunos passou além dos cálculos mais optimistas. No primeiro ano, ultrapassou aquilo que se previa (cerca de 150 alunos) e – a julgar por informações dignas de crédito – no próximo ano deve superar em muito aquele número.
Assim, levanta-se um problema difícil para conseguir instalar todos aqueles alunos.
Sabemos que os responsáveis têm já, entre mãos, aquela dificuldade, mas é oportuno lembrar que, desde já, se encare a sua solução.
Os serviços feitos à última hora nunca resultam eficientemente…
In jornal “Notícias de Penafiel” de 30 de Março de 1962

ONDE LOCALIZAR O NOVO EDIFÍCIO
A localização do novo edifício da Escola Industrial é dos assuntos actuais e oportunos a preocupar a opinião pública de Penafiel. O Sr. Presidente da Câmara, na conversa com os representantes dos jornais, disse como a edilidade apreciou a localização daquelas instalações, cuja construção terá de ser imediata, dadas as proporções tomadas pela frequência da Escola, possivelmente a ultrapassar as quatro centenas de alunos no próximo ano escolar.
Contou o Senhor Coronel Fontes que por um voto vingou a ideia de localizar aquele edifício, de proporções gigantescas, na zona da Atafona, voltada a Sul e Nascente, com bons panoramas para o vale do Cavalum …
O observador atento e debruçado cuidadosamente sobre este momentoso assunto, acaba por concluir que a resolução da Câmara Municipal, na sua reunião ordinária, é infeliz …
Procedendo a uma análise do local, procurando contabilizar as vantagens e os inconvenientes, ponderando com isenção absoluta, conclui-se que a ideia de localizar o edifício da Escola Industrial na zona da Atafona foi tomada de ânimo leve.
Justificámos a nossa afirmação: o terreno naquela zona é demasiado inclinado (como, aliás qualquer carta topográfica o pode demonstrar através das chamadas curvas de nível), obrigando a enormes trabalhos de adaptação; com acessos difíceis e impossíveis (notar que, presentemente é impraticável fazer ali passar a escavadora para a abertura dos caboucos), obrigando à expropriação e consequente demolição de muitos prédios ali situados.
É facilmente entendível que esta série de inconvenientes tornaria a obra muito mais cara, tirando-lhe muito daquela grandiosidade, pois situar-se-ia num local, onde seria no futuro impossível urbanizar e fazer continuar uma cidade que precisa urgentemente de crescer.
As únicas vantagens argumentadas em defesa daquela localização estão na magnífica exposição para Sul e Nascente (e, isso mesmo é inconveniente como se pode constatar pela impossibilidade de trabalhar no tempo quente em edifícios semelhantes e com a mesma exposição) e no panorama para o vale do Cavalum, bem digno do pincel dum aguarelista …
Concluímos que o saldo é francamente negativo para os argumentos que pretendam justificar a decisão da Câmara Municipal …
Na verdade, aquela resolução parece-nos errada e, daí, estarmos aqui publicamente a criticá-la, mas ao mesmo tempo a apresentar uma sugestão.
Connosco, debruçado sobre o ante plano de Urbanização da cidade esteve alguém, com uma vida inteira dedicada à construção e à urbanização, com uma visão larga e conhecedor profundo de Penafiel, examinando as faixas de terreno com superfície que possibilitassem a construção daquele edifício.
Dois terrenos ressaltam imediatamente: o lado nascente da Avenida Gaspar Baltar e uma larga e extensa faixa no lugar de Senradelas à margem da Estrada Nacional nº 15, junto à bifurcação para Entre-os-Rios.
O primeiro é de excluir, dado que a cota da água não chega para abastecimento do local, porque o depósito situa-se em plano inferior.
O segundo (na zona de senradelas) reúne todas as condições que tornariam aquela construção muito mais barata. Assim é facilmente constatado aqueles terrenos situarem-se numa zona absolutamente plana, o que transformaria no mínimo os trabalhos iniciais da construção (caboucos e alicerces); com boa exposição para Sul e Nascente, um pouco abrigado do Norte; terrenos esses de fácil e barata aquisição, pois estão presentemente em exploração agrária, pertencendo a vários proprietários; marginando a Estrada Nacional em quase duas centenas de metros; com acessos já construídos e, o que é muito importante, num local servido por muitas carreiras de camionagem e com paragens já estipuladas.
Portanto e, a concluir, a localização do novo edifício da Escola Industrial na zona de Senradelas reúne todas as vantagens e, além disso, permitiria o alargamento da cidade naquele sítio que é lógico (para as vias férreas e centros urbanos próximos) facilitando assim a urbanização e o desenvolvimento dos terrenos ali situados.
Bem sabemos que a nossa sugestão vai ser asperamente criticada e até por muitos senhores que não tiveram a ideia de ver o aspecto funcional e prático da questão, não admitindo que outros possam ter ideias, como já vem sendo hábito … e, ainda mais, que por receio não se tenham manifestado …
No momento em que escrevemos ignoramos se o Arquitecto urbanista já localizou em definitivo a construção do edifício, mas como mais do que nunca, o momento é de realidades, esperamos que o espírito dos responsáveis se abra e compreenda que a maior das realidades será fazer situar o novo edifício da Escola Industrial em local que permita um movimento dinamizante de construção numa cidade, onde deve haver critério e bom senso …
A ideia está lançada, esquematizada e estudada por técnico capaz e experimentado e desse estudo atento nasceu a campanha de fazer situar a Escola Industrial na zona de Senradelas, fora de portas, mas em local aberto a perspectivas futuras.
E isto de contribuir para o alargamento da cidade é argumento a ponderar …
In jornal “Notícias de Penafiel” de 6 de Abril de 1962


INQUÉRITO NOTÌCIAS DE PENAFIEL
Pergunta - Onde localizar o novo edifício da Escola Industrial? Favor justificar a resposta.

Dr. Hernâni Dias da Silva - Director da Escola Industrial
Não me compete a mim decidir, e julgo que tal assunto é da exclusiva responsabilidade do Ministério da Obras Públicas.
No entanto, se me é lícito manifestar uma opinião, gostaria que o novo edifício ficasse nos terrenos que marginam a entrada da cidade e confinam com o parque, mesmo em frente à Garagem Egas Moniz: fica à entrada da cidade, à vista de todos, servindo e servida pelo comércio do centro, e numa zona de confluência de carreiras. Além disso, o problema estético e social: quem passa pela cidade vê bem um edifício novo e majestoso a atestar uma realização.

Justino Ribeiro de Carvalho (comerciante local e Presidente da Comissão Municipal de Assistência)
1º - Junto da Feira das Cebolas, paralelo à estrada da Milhundos. Fora da zona de movimento da cidade e muito próximo da mesma cidade.
2º - No caso de se resolver o problema do acesso dos alunos da cidade para o fundo da Avenida Tenente Valadim, votaria por este local. Tem a seu favor a proximidade do Caminho de Ferro, carreiras de camionetas e facilidades de terreno.

João Moreira de Carvalho
A meu ver dois locais se me afiguram como aconselháveis atentas as condições topográficas e a sua situação em relação às duas principais vias de comunicação, que nos oferecem a Estrada Nacional 15 e a linha do Caminho de Ferro do Douro.
Tais locais, seriam pois, um ao fundo de Senradelas, e o outro na zona do Estádio Municipal, a caminho da Estação de Novelas. Dos dois, por este último estar mais exposto a Norte, optaria sem dúvida e sinceramente pelo primeiro.
A cidade tem tendência de se expandir para aqueles lados e, proporcionar esse alargamento disciplinando-o com novos e amplos arruamentos envolventes, e, estimular as novas construções com a de um edifício de grandes proporções e objectividade, seria prestar ao desenvolvimento da cidade uma grande oportunidade.

Joaquim José Mendes (professor)
Tal como já tive oportunidade de expor, quando por dever de cargo fui obrigado a pronunciar-me sobre a localização do novo edifício da Escola Industrial de Penafiel, continuo a crer que a referida localização se deveria efectuar na zona circunjacente ao Parque do Santuário, e pelas razões seguintes:
1º - Ser aquele local relativamente afastado do centro da cidade, mas não tanto que se possa achar demasiado longe, nem tão pouco que se diga estar englobado no mesmo centro.
2º - Haver necessidade, suponho eu, de que o novo edifício da Escola Industrial se situe numa área que esteja fora do ambiente citadino, afastada quanto possível de arruamentos ou estradas de grande tráfego.
3º - Ser a zona do Parque do Santuário bem servida por várias artérias de ligação já em funcionamento, e mesmo, também, por ser necessário começar a integrar mais na vida medular da cidade aquele sector citadino um tanto paralisado, pois é uma área que francamente se oferece a uma urbanização rápida, bastando para tal um centro de interesse a impulsionar uma nova vida naqueles sítios – sendo que, sem dúvida, a Escola Industrial não deixaria de ser o ponto de aplicação duma nova força que iria imprimir um mais intenso incremento urbanístico nessa parte da nossa cidade.

Adriano Alves Barbosa
Se o terreno tiver as medidas indispensáveis a quinta da Família Mendes Leal satisfaria aquelas condições. A escola, neste local, viria dar grande embelezamento àquela entrada, chamemos-lhe mesmo a sala de visitas da cidade.
Desapareceria aquela extensa e feia muralha, deveras anacrónica, no centro da terra, pois, segundo afirmação que há tempos me foi feita pessoalmente pelo Ex.mo Sr. Sousa Pereira, a outra muralha que lhe fica em frente, e que, diga-se a verdade, também nada tem de belo, está destinada a embelezar-se, também, com a construção duma pousada ou hotel, ajardinamento do local e uma piscina.
Essa zona, depois de urbanizada, com a Escola Industrial dum lado e a Pousada do outro, traria, sem dúvida, a esta entrada da nossa cidade, a beleza de que ela necessita e que certamente todos os penafidelenses ambicionam.

António Justino do Fundo
Em minha opinião existem dois locais na cidade que oferecem condições ideais para a construção da Escola Industrial.
Tais locais seriam: Sameiro e à entrada do Sul da cidade.
Todavia, entre estes dois locais, inclino-me mais para a construção no Sameiro, pois a cidade deve alargar-se para esta zona, tais são as facilidades e condições de terrenos.
E que bem ficaria a Avenida Gaspar Baltar, com prédios novos dum lado e do outro?
Isto, claro está, desde que o problema de abastecimento de água nesta zona fosse resolvido e os proprietários dos prédios, possam contar com a solução. Pois, a não ser assim, sem dúvida nenhuma que o melhor local para a construção da Escola Industrial será à entrada da cidade.
A alusão que faço à entrada Sul da cidade, diz respeito a uma propriedade, frente à Tapada Sá Pereira, pois, quanto a esta, ouve-se dizer que o seu proprietário, a vai adaptar a um hotel moderno, ou coisa parecida.
Mas como penafidelense de nascimento apenas me interessa, que o novo edifício da Escola Industrial seja construído o mais rapidamente possível, pois, certamente que as Entidades Superiores ligadas ao caso saberão escolher o local ideal, para engrandecimento da nossa Cidade.
In jornal “Notícias de Penafiel” de 30 de Março de 1962



ESCOLA TÉCNICA E LICEU
Para estes imóveis o Senhor Engenheiro Urbanista propõe três locais:
Junto à Praça da República sobre o Cavalum, a norte do hospital entre a Fonte do Carvalho e Louredo e no local onde está agora provisoriamente instalada.
In jornal “Notícias de Penafiel” de 18 de Maio de 1962


NOVO EDIFÍCIO DA ESCOLA INDUSTRIAL
Pelo senhor engenheiro urbanista foram remetidos ao Ministério das Obras Públicas os esbocetos da localização do novo edifício da Escola Industrial
O Senhor Presidente da Câmara, ao fornecer-nos esta informação dada em primeira mão disse, que anteriormente haviam sido pedidos o envio de tais esbocetos pelo Ministério das Obras Públicas.
Daqui, concluir-se que o Governo está interessadíssimo em proceder à construção imediata do novo edifício da Escola Industrial de Penafiel.
Assim o impõe a frequência sempre crescente de alunos daquele estabelecimento de ensino, que num futuro muito próximo terá mil alunos.
In jornal “Notícias de Penafiel” de 3 de Agosto de 1962

ESCOLA INDUSTRIAL
O sr. Eng.º Abreu, acaba de entregar o projecto do novo edifício da Escola Industrial, que está a funcionar em instalações provisórias. Estamos certos que as respectivas entidades se apreçarão a mandá-lo construir, dada a elevada frequência de alunos, que já se verifica.
A sua localização devia ser escolhida noutro sítio, que oferecesse mais vantagens. É possível que o bom senso ainda venha a triunfar e se ponha de parte o local indicado.
A maioria da população é contrária àquele a quem foi dada preferência, por razões plausíveis.
É sempre tempo de emendar a mão. Por que se não há-de fazê-lo?
A última palavra, julgamos nós, pertencerá agora a quem de direito.
Uma certeza temos, a qual é de que se trabalha devotadamente pela nossa terra.
O novo edifício da Escola Industrial será, pois, dentro em breve uma consoladora realidade.
In jornal “O Tempo” de 12 de Agosto de 1962


No entanto, o novo edifício da Escola Industrial de Penafiel, só viria a ser construído em 1978, no local onde nasceu, estendendo-se a todo o comprimento da Rua Alves de Magalhães. Actualmente com o nome de Escola Secundária de Penafiel.